quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

PSEUDO AGÊNCIAS

Devemos tomar muito cuidado com empresas sem escrúpulos.
Algumas peneiram os sites de vagas à procura de vitimas.
Lembro a primeira vez, fui de Diadema até a Saúde, e ouvi aquele papinho de divulgar o curriculum em jornal expecífico de RH, mais uma batelada de testes, tudo pago, óbvio e sem garantia de nada.
Uma segunda vez, mais alerta, observo a criatura jogar com meu salário e nem dar bola para o curriculum.
Na terceira vez, fiquei meu impaciente. Sabe aquele anúncio minúsculo só com o e-mail, é roubada. Inventam nomes para o mesmo serviço: tirar dinheiro de desempregados.
Anteontem, 3 telefonemas às 19 hs, achei estranho o horário, mas em outra empresa, o dono alegou que só tinha esse horário livre para conversar. Uma rápida pesquisa no google e nada do telefone registrado no bina, algo como 5052 94 __ ou 7696 80 __. Joguei o endereço, Alameda Iraé 37 e já apareceu um alerta para o mesmo tipo de golpe.
O mais triste de tudo, é que conheço duas pessoas, a primeira, abalada com o desemprego sem aviso, pagou 3 mil reais acreditando que a vaga existia...hoje parece que caiu a ficha e a segunda, afirmou que era um investimento e não é que arrumaram, só que durou 3 meses com a falência da empresa.
Por tudo isso, fico com o Estadão, vagas P4 e só.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Não faz sentido!.

Gasto com seguro-desemprego cresce 21% e bate recorde em 2007

Apesar do aumento na criação de vagas formais, rotatividade da mão-de-obra eleva despesa com seguro, que atinge R$ 12,5 bi e beneficia 6 milhões de pessoas.

JULIANNA SOFIADA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No ano recorde da geração de emprego formal, os gastos com pagamento de seguro-desemprego também registraram o maior valor da história. Dados obtidos pela Folha mostram que, em 2007, a despesa com o benefício atingiu R$ 12,495 bilhões -o que representa um aumento de 21% em relação ao ano anterior.De acordo com as informações do Ministério do Trabalho, 6,052 milhões de trabalhadores foram beneficiados no ano passado com o seguro. Em 2006, foram 5,742 milhões de pessoas. A maioria delas teve média salarial de até três salários mínimos (R$ 1.140), era do sexo masculino e tinha idade entre 25 e 39 anos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Sempre falei sobre isso....

CLÓVIS ROSSI - Números silenciados
SÃO PAULO - Nunca antes neste país houve tantos milionários como agora, relata esta Folha. São 190 mil, detentores de praticamente a metade de tudo o que o Brasil produz de bens e serviços, o tal de PIB (Produto Interno Bruto). Posto de outra forma: metade do bolo é comida por 190 mil pessoas, a outra metade por 184.081.082, se se levar em conta o mais recente número da população brasileira no site do IBGE. E ainda tem gente -muita gente, aliás- que vive macaqueando a balela de que a desigualdade está se reduzindo no Brasil. Balela apoiada em uma única fonte, a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio, que tem um problema básico: quem tem renda além do salário omite-a, por esquecimento ou má-fé. Menos mal que no próprio governo haja quem aponte o equívoco, caso de João Sicsú, diretor de Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Em texto para a revista "Democracia Viva", editada pelo Ibase, mais conhecido como "a ONG do Betinho", Sicsú escreve que o cálculo de desigualdade com base na Pnad "mede a diferença entre as rendas que remuneram o trabalho; portanto, não leva em conta as rendas do capital: juros e lucro". O texto é acompanhado de um gráfico que mostra a participação de capital e trabalho no PIB. Em 10 anos (de 1995 a 2005, exatamente o período em que a Pnad aponta queda da desigualdade), a participação dos salários no bolo econômico caiu de 35% para 31%, ao passo que o capital subiu de 31% para 36%. Como há muitíssimos mais assalariados que capitalistas, tem-se que há poucos comendo muito e, a grande maioria, comendo bem menos do bolo chamado Brasil. Não há, pois, como levar a sério a lenda da queda da desigualdade. Mas, como PSDB e PT se acham responsáveis por ela, faz-se denso silêncio sobre esses números.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Resultado do concurso 2007 do Metrô - SP

Cargo de supervisor operacional, horário provável de trabalho, das 16 às 1 hs ou das 4 às 13 hs, ou seja, não dorme ou não estuda nunca mais.
Oficialmente fiquei na posição 675 com 230/19/17/40, entre 4483 - 73 cand/vaga)..hora do recurso.
Alguns resultados
posição/pontos/co/ce/r
19/292/26/20/70 aprov
28/290/25/20/70 aprov
34/288/22/20/75 aprov
48/283/25/17/80 aprov
68/278/20/19/75 reserva
197/261,83/20/16/75 reserva
201/261,44/17/18/70 fica para a próxima

>Para sentir a importância da redação, se eu tirasse 90, estaria dentro e com 75 estaria na reserva. Para ter alguma chance atualmente, só acertando 2/3 da prova, comprovei isso no vestibular para plásticos, no qual passei, mas fica claro nos números acima. E a decisão foi na casa decimal, com 73 candidatos/vaga, haja estudo e preparação.
E segundo Brasilia, sobra emprego....

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008



Essa foi lá pelos anos 90, preocupado em não conseguir entrar nos novos projetos e agregar novos conhecimentos, solicitei um reconhecimento pelo sucesso até então da empresa. Esta, com imensa gratidão forçada, pagou e contratou mais duas pessoas jogando o custo do produto nas alturas, sem a devida contrapartida. O produto foi vendido e todos os envolvidos não trabalham mais na dita empresa. Impressionante é que o algoz, passou 6 meses sem agregar nada e ainda teve a coragem de usar o expediente de bode expiatório. Empresário, quando é conveniente, fica cego e joga dinheiro pelo ralo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

JORNADA DE 12 HORAS E A MORTE

E não adianta vir com aquela máxima da excessão.

Tragédia na virtude

A morte de um operário japonês por excesso de trabalho expõe um problema nacional

Roberta Abreu de Lima e Michael Carona/Reuters - publicado na Veja

A viúva de Uchino com o retrato da família: o marido ficava tão exausto que não tinha forças para brincar com os filhos
Em fevereiro de 2002, o japonês Kenichi Uchino ocupava o cargo de gerente de controle de qualidade numa fábrica de automóveis da Toyota, na província de Aichi, quando caiu fulminado em pleno expediente, às 4 horas da manhã. Tinha apenas 30 anos. A causa da morte foi ataque cardíaco decorrente de excesso de trabalho. Apenas naquele mês ele havia cumprido 106 horas extras. Passara todo o semestre anterior trabalhando, pelo menos, oitenta horas a mais por mês. A maior parte dessas horas extras não era remunerada. A empresa as considerava "trabalho voluntário". Alguns dias antes de morrer, ele disse à mulher, Hiroko: "O momento em que mais me sinto feliz é quando estou dormindo". O caso de Uchino não é um acontecimento isolado no Japão. A morte por sobrecarga de trabalho, um problema reconhecido pelo governo japonês desde a década de 80, é tão comum que há um vocábulo para defini-la: karoshi. A viúva de Uchino passou quase seis anos brigando na Justiça por uma indenização para ela e seus dois filhos. No mês passado, conseguiu que as horas que o marido trabalhou sem remuneração fossem consideradas parte integral do salário dele.
A sobrecarga de trabalho se institucionalizou no Japão durante a reconstrução do país após a II Guerra. Nos anos 90, depois de uma série de ações judiciais movidas por famílias de vítimas de karoshi, o governo criou leis impondo penalidades às empresas que expunham seus funcionários a jornadas excessivas. As companhias, então, reduziram as jornadas que constavam nos contratos de trabalho, mas passaram a obrigar os empregados a trabalhar horas a mais sem remuneração. Era isso ou perder o emprego. A prática se disseminou, combinada à cultura japonesa de sacrifício da vida pessoal em nome do país ou da empresa.
Segundo um levantamento do Ministério da Saúde, do Bem-Estar e do Trabalho do Japão, 355 trabalhadores adoeceram gravemente por sobrecarga de trabalho em 2006 e cerca de 150 morreram. O karoshi, que atingia trabalhadores na faixa entre 50 e 60 anos, agora freqüentemente colhe vítimas na faixa de 20 a 30. As indenizações do governo para os parentes de uma vítima de karoshi podem chegar a 20 000 dólares por ano. Por parte da companhia, a compensação pode ser superior a 1 milhão de dólares. Em sua última semana de vida, Uchino trabalhava no departamento responsável pela construção do Prius, o carro verde de enorme sucesso da Toyota.
1/3 dos japoneses trabalha mais de 12 horas por dia,parte desse período sem remuneração