
domingo, 23 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Contratações
Prospectou-se de um a quatro técnicos para ajustes. Foram 60 c.v. analizados em 2 dias, falava-se em urgência e com muito custo, selecionei 12, dos quais apenas 4 participaram da entrevista. Um deles, ao ouvir o clima, entregou a folha em branco.
O único contratado, trabalhou 4 dias na área de testes, em treinamento, sucumbindo no primeiro dia de contato direto. Este estranhou dar relatórios de 15 em 15 minutos e às vezes , levar um grito pelo simples fato de não conseguir retornar no tempo solicitado.
Isto não foi surpresa. Um engenheiro contratado para minha antiga função, suportou apenas 3 dias.
Nesse momento, percebi que evolui muito, junto com meu estômago e graças, talvez, ao maracuja reforçado no almoço.
Assédio Moral
Um bom começo aqui.
caso 1: Banco paga mais de R$ 1 milhão por AVC sofrido por pressão de chefe
caso 2: Funcionário xingado de burro e incompetente leva R$ 7 mil
caso 3: Funcionária tratada aos berros leva R$ 260 mil
Video 1: http://www.youtube.com/watch?v=9UMQz-HWLhw&mode=related&search=
caso 1: Banco paga mais de R$ 1 milhão por AVC sofrido por pressão de chefe
caso 2: Funcionário xingado de burro e incompetente leva R$ 7 mil
caso 3: Funcionária tratada aos berros leva R$ 260 mil
Video 1: http://www.youtube.com/watch?v=9UMQz-HWLhw&mode=related&search=
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Razões
Vamos entender as razões de tudo.
No fluxo de trabalho, havia a montagem de 4 produtos que chegavam para 3 pessoas testarem e normalmente 1 destes ( com sorte) não atendia as expecificações. Esta era a rotina. Como havia apenas um técnico para resolver o problema, uma fila se formava, quer fosse no teste, que fosse no ajuste. Quanto mais projetos que não funcionam, maior a fila. Isto acontece pela arrogância daquelas papeletas coladas na parede, que afirmava categoricamente: NÃO TEMOS PROBLEMAS TÉCNICOS. Será mesmo?.
Participei de 4 produtos, cuja tentativa de solução passou nas mãos de várias pessoas sem sucesso. Um já fazia seu 4 aniversário.
1. O produto um foi interpretado erroneamente na solicitação do cliente, ou seja, perdeu-se tempo na leitura um pouco arrogante e ainda tentei evitar um mal maior, fiz uma tentativa em vão de explicar o problema. Resultado, perda de tempo e cliente não atendido e maltratado.
2. Outro produto não possuia uma trilha de ligação e uma conexão estava errada, ou seja, poder-se-ia perder anos sem solução, mas obtive sucesso, desconsiderando a premissa da parede. Resultado, produto funcional.
3. Em outro produto, a mesma coisa. Da premissa que é APP NOTES direto, a simples interpretação do conjunto identificou os problemas técnicos, mas como sempre, ao invés de um obrigado, cobranças e reavaliações inúteis. Como sempre, faltou humildade e perdeu-se mais um "tempinho" precioso. Resultado, produto funcional.
4. Este foi um pouco mais complexo, já que nenhuma premissa funcionava. Felizmente, houve sucesso por fazer uma varredura ampla do chamado ajuste e o reconhecimento que o conjunto nativo não funcionava. Resultado, produto funcional.
Bem, já sabemos a origem dos problemas e as soluções?.
Ai é que mora o problema. Além da arrogância, existe a paranóia de perseguição e que todos querem o seu mal. Depois confidencia que não precisa de ninguém e que todos são dispensáveis.
Chegou ao absurdo de punir com advertência escrita, uma campo não preenchido (cuja informação não alimentava nenhum processo estatistico) e que não afeta em nada o produto final, já que se trata de uma atividade banal, realizada dentro do prazo e com qualidade e que será atualizada ou não mais a frente.
No espaço de 2 meses, assinei 4 delas, todas equivocadas.
A mais bizarra, desdobrou-se da comentada, aonde o funcionário trabalhou além do expediente toda a semana, inclusive no sábado, para agilizar o produto e cumprir o prazo, recebendo como prêmio, também uma advertência. Inexplicável, mas não no contexto da paranóia.
Tratar o funcionário como inimigo resulta apenas em realimentação negativa em todo o processo. Xinga-se pelo incapacidade técnica, reclama-se da demora em resolver ordens, as vezes incompletas, questiona-se os resultados recebidos, não aceita justificativas como falta de pessoal ou equipamentos e suas limitações e pune-se a todo momento, de forma oral ou escrita. Mas em momento algum, reflete sobre o conjunto e o que pode estar contribuindo para tanto atraso. Eu já identifiquei e estão bem claros, mas permitir esse trabalho, seria confirmar que o modo atual está errado, assim, o melhor, findo os grandes atrasos, é reduzir custos.
Este tipo de gestão do medo era muito comum nos anos 70 e 80. Hoje, os funcionários são mais descolados, possuem maior bagagem educacional e as experiências vivenciadas por seus pais e parentes mais velhos, já advertem sobre tudo isso. Isto demonstra o grau de desinformação do mundo a sua volta, um perigo para a saúde financeira da empresa.
No quadro diário de tragédia após tragédia, o resultado não poderia ser outro.
domingo, 2 de setembro de 2007
Entremeios
Aqui foram diversos toques estranhos, como não pedir opinião ao colega da sala ao lado ou demais pessoas da empresa, apenas com o dono e responsável técnico, apesar de todos os consultados terem informações úteis. Mais tarde entenderia o por que em um desabafo.
Não tardou e as reclamações começaram. Mesmo ficando diariamente até às 20:00 ou 20:30hs, ouvia coisas do tipo, mais rápido, tem que ser mais ágil, como voce não sabe disso ou daquilo, algo dificil com o nível de centralização de tomada de decisões.
Diariamente, fosse às 8:00 ou 20:00 hs, havia sempre alguém sendo massacrado dentro da sala. Nunca consegui entender como gritos, palavras de efeito e muitos adjetivos, poderiam reorientar qualquer indíviduo que estivesse fazendo algo equivocado. Certa vez, passando do razoável e tirando minha concentração, quase levantei e fui em socorro para dar fim aquele assédio moral. Oportunamente fui informado que havia ali um relacionamento antigo e de amizade. Mas e com os demais?.
Praticamente era unânime que só conseguia-se ser produtivo entre 7 e 8 hs e quando havia pausa para almoço de ambos os lados. Contabilizando, eram 3 horas de trabalho e de 5 à 8 horas de cobranças e gritos.
Percebe-se muitas e sucessivas incoerências entre o discurso de aproveitamento de tempo e as longas e demoradas acareações. Num determinado produto, encostado por 6 meses (antes da minha contratação), por demorar mais 5 dias úteis, gerou 4 horas de acareação inútil, uma sonora e violenta banana próxima ao meu nariz e uma agressiva sonoridade verbal próximo de 100 dB. Cada dia útil foi registrado e explicado, mas sempre olhava-se com se o produto fosse único e que todos e a empresa, não fizessem mais nada. E não adiantava explicar o circo do louco, aonde se voce entrega um, reclama-se do outro e quando entrega o outro, reclama-se do um. Toda tomada de decisão, em função dos pedidos de clientes, também não eram justificativas, apesar dos registros telefônicos, normalmente com ameaças de cancelamento.
Todo atraso sempre possui um histórico e veremos sua dinâmica no próximo tópico.
sábado, 1 de setembro de 2007
Início
O normal de uma empresa, após a contratação, é colocar o novo funcionário por dentro de todas as regras. Um manual de conduta normalmente é entregue.
Assim, tive que descobrir o banheiro e me acostumar com as regras coladas nas paredes, algumas caducas ou rasgadas. Mais tarde veríamos que as mesmas mudariam com o vento.
Tenho que comentá-las:
- silêncio absoluto durante o café e almoço no refeitório(regra na parede);
- proibido mascar qualquer tipo de alimento ou guloseima(regra na parede);
- proibido comunicação por celular e toques polifônicos(regra na parede);
- manter o banheiro sujo e sem papel, de forma a afugentar os funcionários (regra percebida);
- proibido sorrir em face do nervosismo dos diretores(regra cobrada).
Regras normalmente devem seguir o bom senso e disciplinar o candidato no seu período de experiência, mas da forma como se apresentavam, sua inobservância ou motivo de chacota seria questão de tempo.
Logo de cara, recebi uma manual da qualidade, com 15 anos e totalmente desatualizado, não entendi o propósito do tal documento, tão pouco me alonguei no assunto, se era para ler, que assim fosse. Solicitei ferramentas para poder trabalhar, bem como equipamentos. Logo de cara, uma dificuldade, compartilhar equipamentos com outros funcionários e ai o primeiro problema dentre muitos, perda de tempo.
Tempo este que descobri ser valioso, mas apenas para os funcionários.
Assinar:
Comentários (Atom)