sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

PQP

Pensava eu em trocar de ramo, já que as minhas duas áreas de atuação estão saturadas, com 90 candidatos/vaga e com exigências malucas. Para se ter uma idéia, pedem MBA e o salário sequer paga o curso.
Pensei, prestei e passei no vestibular para o curso técnico em plástico. Aí, surge a noticia do fim do saco plástico e da garrafa PET.
Não sei se troco de pais ou viro político.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

NATAL

Ruas cheias, trânsito caótico e pessoas e mais pessoas e muitas sacolas.
Vejamos um exemplo de economia doméstica de alguém com salário de 1 mil reais e 2 filhos.
INSS - 100
convênio médico - 50
aluguel - 300
vestuário - 50
transporte - 50
alimentação - 400
prestação - 50
Ops, acabou o dinheiro. E falam em aumento de renda e educação em alta.
Não, é apenas o 13 º e mais nada. E querem tirar isso de todos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

CONCURSOS PUBLICOS

A concorrência beira o surreal.
Em processo seletivo para técnico de pessoal, com 2 grau e salário de 1900 reais, haviam 16 vagas e 20 candidatos acertaram 100% da prova.
No último domingo, a relação candidato/vaga para agente de fiscalização do CRECI, com 2 grau e salário de 1750 reais, chega a 58.
O Metrô divulgou seus números para todos os cargos. Para supervisor, curso superior e salário de 3100 reais (para trabalhar das 4h às 15h ou das 16h às 1h), a relação candidato vaga está em 73. Para agente de segurança., 2 grau, prova fisica pesada, 146 candidatos/vaga.
E dizem aos 4 ventos que sobra emprego e falta qualificação.
Só como referência, os números são superiores aos da FUVEST.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A farsa do aumento de renda.

O IBGE fala em salário médio de R$ 1200,00. Nas duas últimas empresas, a média ficou entre 600 e 800 reais.
Vejam um exemplo abaixo:

Coordenador(a) de Produção (1 vaga)
Ensino Médio (2º Grau) Completo
São Paulo - SP - Brasil
Disp. Horário:Não informado
Salário:R$550,00/Mês
Descrição: Conhecimento de informática. Residir na região do bairro da Saúde.
Vaga publicada em: 26/11/2007

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

THE END

E toda história tem um fim.
Numa semana contratava-se e na outra, pessoas sendo demitidas, próximo do Natal, um absurdo. Parece que resolveram dar uma olhada no fluxo de caixa.
Mas o problema era mais profundo. Havia uma barreira, um paradigma sobre os protótipos.
Desde o primeiro, quando problemas apareciam, tudo deveria ser analisado e equacionado de forma a não ocorrer mais. Ledo engano, tornou-se sistêmico e às vezes com o absurdo de achar que após meses parados, demorando apenas mais de um dia, é crise e congela todos os trabalhos, não para resolver, mas literalmente, gritar à toa. Esse tipo de atitude é o principal motivo dos atrasos, desmotivando a equipe e lotando a folha pessoal de advertências e suspensões e sem mudança no dia a dia. Mesmo tendo resolvido problemas históricos, um de 4 anos, não foi o suficiente para amenizar a centralização excessiva e o achismo que tudo deve funcionar, assim, está aí a âncora da empresa.
Minha ex-equipe deve sumir, conforme os estudantes forem se formando ou o saco encher após mais uma gritaria sem sentido.
Um pessoal bacana, Edson, Marcilon, Romulo(foi embora aos gritos), Paulo, Fernando, Thiago, Eric, Anderson(foi embora logo depois), Bruno, Mario, Tio Chico (durou um dia), Divan e Vagner.
Direto do alerta total de quinta feira - 18/10/2007

A fonte de dinheiro fácil para os sindicatos pode acabar. A Câmara aprovou ontem, por 215 votos a 161, emenda que transforma em opcional o desconto, em folha, de pagamento, da contribuição sindical anual pelos trabalhadores. Pela nova regra, a contribuição será descontada na folha salarial, desde que haja autorização individual para este fim. O projeto ainda terá que ser apreciado pelo Senado, antes de ir para a sanção do chefão da República Sindicalista, Lula da Silva.Existem dúvidas jurídicas, se a cobrança poderá ser realmente facultativa, já que ela está prevista na Constituição. As Centrais sindicais já ameaçam recorrer ao Supremo Tribunal Federal, caso a nova regra seja sancionada pelo presidente, sob a alegação de inconstitucionalidade. Atualmente, no mês de março, os empregadores descontam um dia de trabalho dos funcionários e repassam para sindicatos, federações e confederações. A maior parte dos recursos (60%) vai para o sindicato. Os sindicalistas também não digeriram bem uma proposta do deputado Augusto Carvalho (PPS), incluída em projeto de lei na medida que reconhece, juridicamente, a existência das centrais sindicais e garante a elas o repasse de recursos do imposto sindical pago pelos trabalhadores. Do total arrecadado da contribuição sindical, as centrais terão direito a 10%. Terão, no entanto, que prestar contas do uso do dinheiro ao Tribunal de Contas da União. Segundo estudo feito pelo PSDB, a estimativa de arrecadação dessa contribuição para 2008 é de R$ 1,25 bilhão. Assim, caberá às centrais sindicais R$ 125 milhões.Pela proposta, o Ministério do Trabalho e Emprego teria de verificar se as centrais atendem aos requisitos estabelecidos. A proposta estabelece critérios para a existência de uma central: filiação de, no mínimo, cem sindicatos distribuídos em cinco regiões do país; filiação em pelo menos três regiões do país de, no mínimo, 20 sindicatos em cada uma; filiação de sindicatos em, no mínimo, cinco setores de atividade econômica; filiação de trabalhadores aos sindicatos integrantes de sua estrutura organizativa de, no mínimo, sete por cento do total de empregados sindicalizados no âmbito nacional.
Percebam, as tais centrais devem receber uma verba sem nada produzir, é o sonho de todo pelego.
A decisão apenas cumpre a constituição, a CLT e precedente normativo 119 do TST.
Saiu na Folha, leia aqui.

domingo, 23 de setembro de 2007

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Contratações

Prospectou-se de um a quatro técnicos para ajustes. Foram 60 c.v. analizados em 2 dias, falava-se em urgência e com muito custo, selecionei 12, dos quais apenas 4 participaram da entrevista. Um deles, ao ouvir o clima, entregou a folha em branco.
O único contratado, trabalhou 4 dias na área de testes, em treinamento, sucumbindo no primeiro dia de contato direto. Este estranhou dar relatórios de 15 em 15 minutos e às vezes , levar um grito pelo simples fato de não conseguir retornar no tempo solicitado.
Isto não foi surpresa. Um engenheiro contratado para minha antiga função, suportou apenas 3 dias.
Nesse momento, percebi que evolui muito, junto com meu estômago e graças, talvez, ao maracuja reforçado no almoço.

Assédio Moral

Um bom começo aqui.

caso 1: Banco paga mais de R$ 1 milhão por AVC sofrido por pressão de chefe
caso 2: Funcionário xingado de burro e incompetente leva R$ 7 mil
caso 3: Funcionária tratada aos berros leva R$ 260 mil
Video 1: http://www.youtube.com/watch?v=9UMQz-HWLhw&mode=related&search=

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Razões

Vamos entender as razões de tudo.
No fluxo de trabalho, havia a montagem de 4 produtos que chegavam para 3 pessoas testarem e normalmente 1 destes ( com sorte) não atendia as expecificações. Esta era a rotina. Como havia apenas um técnico para resolver o problema, uma fila se formava, quer fosse no teste, que fosse no ajuste. Quanto mais projetos que não funcionam, maior a fila. Isto acontece pela arrogância daquelas papeletas coladas na parede, que afirmava categoricamente: NÃO TEMOS PROBLEMAS TÉCNICOS. Será mesmo?.
Participei de 4 produtos, cuja tentativa de solução passou nas mãos de várias pessoas sem sucesso. Um já fazia seu 4 aniversário.
1. O produto um foi interpretado erroneamente na solicitação do cliente, ou seja, perdeu-se tempo na leitura um pouco arrogante e ainda tentei evitar um mal maior, fiz uma tentativa em vão de explicar o problema. Resultado, perda de tempo e cliente não atendido e maltratado.
2. Outro produto não possuia uma trilha de ligação e uma conexão estava errada, ou seja, poder-se-ia perder anos sem solução, mas obtive sucesso, desconsiderando a premissa da parede. Resultado, produto funcional.
3. Em outro produto, a mesma coisa. Da premissa que é APP NOTES direto, a simples interpretação do conjunto identificou os problemas técnicos, mas como sempre, ao invés de um obrigado, cobranças e reavaliações inúteis. Como sempre, faltou humildade e perdeu-se mais um "tempinho" precioso. Resultado, produto funcional.
4. Este foi um pouco mais complexo, já que nenhuma premissa funcionava. Felizmente, houve sucesso por fazer uma varredura ampla do chamado ajuste e o reconhecimento que o conjunto nativo não funcionava. Resultado, produto funcional.
Bem, já sabemos a origem dos problemas e as soluções?.
Ai é que mora o problema. Além da arrogância, existe a paranóia de perseguição e que todos querem o seu mal. Depois confidencia que não precisa de ninguém e que todos são dispensáveis.
Chegou ao absurdo de punir com advertência escrita, uma campo não preenchido (cuja informação não alimentava nenhum processo estatistico) e que não afeta em nada o produto final, já que se trata de uma atividade banal, realizada dentro do prazo e com qualidade e que será atualizada ou não mais a frente.
No espaço de 2 meses, assinei 4 delas, todas equivocadas.
A mais bizarra, desdobrou-se da comentada, aonde o funcionário trabalhou além do expediente toda a semana, inclusive no sábado, para agilizar o produto e cumprir o prazo, recebendo como prêmio, também uma advertência. Inexplicável, mas não no contexto da paranóia.
Tratar o funcionário como inimigo resulta apenas em realimentação negativa em todo o processo. Xinga-se pelo incapacidade técnica, reclama-se da demora em resolver ordens, as vezes incompletas, questiona-se os resultados recebidos, não aceita justificativas como falta de pessoal ou equipamentos e suas limitações e pune-se a todo momento, de forma oral ou escrita. Mas em momento algum, reflete sobre o conjunto e o que pode estar contribuindo para tanto atraso. Eu já identifiquei e estão bem claros, mas permitir esse trabalho, seria confirmar que o modo atual está errado, assim, o melhor, findo os grandes atrasos, é reduzir custos.
Este tipo de gestão do medo era muito comum nos anos 70 e 80. Hoje, os funcionários são mais descolados, possuem maior bagagem educacional e as experiências vivenciadas por seus pais e parentes mais velhos, já advertem sobre tudo isso. Isto demonstra o grau de desinformação do mundo a sua volta, um perigo para a saúde financeira da empresa.
No quadro diário de tragédia após tragédia, o resultado não poderia ser outro.

domingo, 2 de setembro de 2007

Entremeios

Aqui foram diversos toques estranhos, como não pedir opinião ao colega da sala ao lado ou demais pessoas da empresa, apenas com o dono e responsável técnico, apesar de todos os consultados terem informações úteis. Mais tarde entenderia o por que em um desabafo.
Não tardou e as reclamações começaram. Mesmo ficando diariamente até às 20:00 ou 20:30hs, ouvia coisas do tipo, mais rápido, tem que ser mais ágil, como voce não sabe disso ou daquilo, algo dificil com o nível de centralização de tomada de decisões.
Diariamente, fosse às 8:00 ou 20:00 hs, havia sempre alguém sendo massacrado dentro da sala. Nunca consegui entender como gritos, palavras de efeito e muitos adjetivos, poderiam reorientar qualquer indíviduo que estivesse fazendo algo equivocado. Certa vez, passando do razoável e tirando minha concentração, quase levantei e fui em socorro para dar fim aquele assédio moral. Oportunamente fui informado que havia ali um relacionamento antigo e de amizade. Mas e com os demais?.
Praticamente era unânime que só conseguia-se ser produtivo entre 7 e 8 hs e quando havia pausa para almoço de ambos os lados. Contabilizando, eram 3 horas de trabalho e de 5 à 8 horas de cobranças e gritos.
Percebe-se muitas e sucessivas incoerências entre o discurso de aproveitamento de tempo e as longas e demoradas acareações. Num determinado produto, encostado por 6 meses (antes da minha contratação), por demorar mais 5 dias úteis, gerou 4 horas de acareação inútil, uma sonora e violenta banana próxima ao meu nariz e uma agressiva sonoridade verbal próximo de 100 dB. Cada dia útil foi registrado e explicado, mas sempre olhava-se com se o produto fosse único e que todos e a empresa, não fizessem mais nada. E não adiantava explicar o circo do louco, aonde se voce entrega um, reclama-se do outro e quando entrega o outro, reclama-se do um. Toda tomada de decisão, em função dos pedidos de clientes, também não eram justificativas, apesar dos registros telefônicos, normalmente com ameaças de cancelamento.
Todo atraso sempre possui um histórico e veremos sua dinâmica no próximo tópico.

sábado, 1 de setembro de 2007

Início

O normal de uma empresa, após a contratação, é colocar o novo funcionário por dentro de todas as regras. Um manual de conduta normalmente é entregue.
Assim, tive que descobrir o banheiro e me acostumar com as regras coladas nas paredes, algumas caducas ou rasgadas. Mais tarde veríamos que as mesmas mudariam com o vento.
Tenho que comentá-las:
- silêncio absoluto durante o café e almoço no refeitório(regra na parede);
- proibido mascar qualquer tipo de alimento ou guloseima(regra na parede);
- proibido comunicação por celular e toques polifônicos(regra na parede);
- manter o banheiro sujo e sem papel, de forma a afugentar os funcionários (regra percebida);
- proibido sorrir em face do nervosismo dos diretores(regra cobrada).
Regras normalmente devem seguir o bom senso e disciplinar o candidato no seu período de experiência, mas da forma como se apresentavam, sua inobservância ou motivo de chacota seria questão de tempo.
Logo de cara, recebi uma manual da qualidade, com 15 anos e totalmente desatualizado, não entendi o propósito do tal documento, tão pouco me alonguei no assunto, se era para ler, que assim fosse. Solicitei ferramentas para poder trabalhar, bem como equipamentos. Logo de cara, uma dificuldade, compartilhar equipamentos com outros funcionários e ai o primeiro problema dentre muitos, perda de tempo.
Tempo este que descobri ser valioso, mas apenas para os funcionários.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Primeiros passos

Tudo começou com aquele recorte de jornal, mandar ou não mandar.
Como não custa nada, enviar.
Não tardou e lá se foram 80 questões, redação e 12 horas de entrevistas.
No principio estranhei sair às 20:30hs, nem funcionário eu era, imaginei nesse momento um certo desespero por mão de obra. Aí falaram, assim como quem não quer nada, que ali se fazia banco de horas.
Banco de horas costuma elevar os custos, achei naquele momento, que foi meramente informativo.
Mal sabia o que me aguardava.